Por que doar sangue

Todos os procedimentos médicos que demandam transfusão de sangue precisam dispor de um fornecimento regular e seguro deste elemento. Daí a importância de se manter sempre abastecidos os bancos de sangue por meio das doações, que não engrossam nem afinam o sangue do doador. É fácil e seguro, e não se pode mentir nem omitir informações, pois quem recebe o sangue pode ser contaminado.



terça-feira, 19 de julho de 2011

Acesse este link e veja a reportagem.

http://www.info4.com.br/gomateria.asp?cod=104521&nome=1110&cliente=1110

REDOME..........

Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME)


Quando não há um doador aparentado (um irmão ou outro parente próximo, geralmente um dos pais), a solução para o transplante de medula é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos (brancos, negros amarelos etc.) semelhantes, mas não aparentados. Para reunir as informações (nome, endereço, resultados de exames, características genéticas) de pessoas que se dispõem a doar medula para o transplante, foi criado, em 2000, o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (REDOME), instalado no Instituto Nacional de Câncer (INCA). Desta forma, com as informações do receptor, que não disponha de doador aparentado, busca-se no REDOME um doador cadastrado que seja compatível com ele e, se encontrado, articula-se a doação.
Doação de Medula ÓsseaO número de doadores voluntários tem aumentado expressivamente nos últimos anos. Em 2000, existiam apenas 12 mil inscritos. Naquele ano, dos transplantes de medula realizados, apenas 10% dos doadores eram brasileiros localizados no Redome. Agora há 2 milhões de doadores inscritos e o percentual subiu para 70%. O Brasil tornou-se o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos registros dos Estados Unidos (5 milhões de doadores) e da Alemanha (3 milhões de doadores). A evolução no número de doadores deveu-se aos investimentos e campanhas de sensibilização da população, promovidas pelo Ministério da Saúde e órgãos vinculados, como o INCA. Essas campanhas mobilizaram hemocentros, laboratórios, ONGs, instituições públicas e privadas e a sociedade em geral. Desde a criação do REDOME, em 2000, o SUS já investiu R$ 673 milhões na identificação de doadores para transplante de medula óssea. Os gastos crescerem 4.308,51% de 2001 a 2009.

Como é feito o acesso ao REDOME?O processo é simples e totalmente informatizado. O médico responsável inscreve as informações do paciente, incluindo o resultado do exame de histocompatibilidade ¿ HLA - (exame que identifica as características genéticas de cada indivíduo), no sistema do REREME - Registro nacional de receptores de medula óssea. Imediatamente, a busca é iniciada. Quando são identificados possíveis doadores compatíveis, a informação é logo transmitida ao médico, que junto com a equipe do REDOME, analisa os melhores doadores, faz a escolha, e é dado início aos procedimentos de doação. O doador é, então, convocado a realizar os testes confirmatórios e fazer a doação. A retirada das células para a doação é feita no hospital habilitado mais próximo da residência do doador. Assim que retiradas, as células são transportadas até o centro onde o será feito o transplante.
Quantos hospitais fazem o transplante no Brasil?
São 70 centros para transplantes de medula óssea e 20 para transplantes com doadores não-aparentados: Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco, Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), INCA, Hospital das Clínicas Porto Alegre, Casa de Saúde Santa Marcelina, Boldrini, GRAAC, Escola Paulista de Medicina - Hospital São Paulo, Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), Hospital AC Camargo, Fundação E. J. Zerbini, Hospital de Clínicas da UNICAMP, Hospital Amaral Carvalho, Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital Sírio Libanês.

Quantos transplantes o INCA faz por mês?
A média é de dois transplantes com doadores não-aparentados. Mensalmente são realizados sete transplantes do tipo autólogo (de uma pessoa para si mesma) e com doador aparentado.

O que a população pode fazer para ajudar os pacientes?
Todo mundo pode ajudar. Para isso é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e gozar de boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do REDOME e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.
O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas. Saiba mais.

Importante: um doador de medula óssea deve manter seu cadastro atualizado sempre que possível. Caso haja alguma mudança, preencha este formulário.

REDOME / REREME
Rua do Resende, 195, térreo - Centro - Rio de Janeiro / RJ
Telefone do REDOME.: (21) 3207-5238
Telefone do REREME.: (21) 3207-5233 /
e-mail:
redome@inca.gov.br

Doação de Medula...........


Informações sobre a Doação de Medula Óssea
[Saiba como ser um doador-folheto.pdf] [Volta]
Passo a passo para se tornar um doador
Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.
 Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.
Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!
Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.
Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
 A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.
É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta preencher este formulário.
Caso você decida doar
1. Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).
2. Onde e quando doarÉ possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 14h30, e aos sábados, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 2506-6064.
3. Como é feita a doaçãoSerá retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.
Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.
Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários.
Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.
A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.
ImportanteUm doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança, preencha este formulário.

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O Meu Deserto............


Gostaria de indicar este livro para que possam entender um pouco de um mundo em que as pessoas em geral não pensam que exista,pois não observam os sinais a nossa volta de seres humanos em sofrimento e que com um simples ato de doar que é um ato de amor poderia modificar não só a vida destas pessoas como a nossa também.Posso afirmar com certeza que quando voce doa o maior beneficiado é voce.
Li este livro me emocionei.Conheci o Allyson no INCA e posso afirmar é um jovem corajoso e que tem Deus dentro do seu coração.
Pense, voce também pode fazer um ato de amor!!!!!!!!!!!!!!!!




quarta-feira, 29 de junho de 2011

Medula Óssea.........

O que é?

A medula óssea é o tecido encontrado no interior dos ossos, também conhecido popularmente por "tutano", que tem a função de produzir as células sanguíneas: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas.


Fig 1.A medula óssea se localiza na parte esponjosa dos ossos chatos (por exemplo, a bacia), onde o desenvolvimento das células do sangue acontece.
A célula que origina as células sanguíneas é chamada de célula progenitora ou célula-mãe, estas células existem em pequeno número no sangue e em maior quantidade na medula óssea. As células- mãe se auto renovam ou se diferenciam e passam por diversos estágios de maturação, antes de passarem para o sangue. O processo de formação das células sanguíneas é chamado de hematopoeise.

Hematopoiese




Fig 2.A célula progenitora mielóide dá origem aos eritrócitos, plaquetas, glóbulos brancos granulócitos (neutrófilos, eosinófilos, basófilos), mastócitos e aos monócitos. O progenitor linfóide da origem a linfócitos T e B e células NK (natural killer).
O sangue é composto de plasma e de células suspensas no plasma. O plasma é predominantemente constituído de água, proteínas como fatores de coagulação, hormônios, anticorpos e por vitaminas e minerais . As células do sangue são: os glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemácias, os glóbulos brancos ou leucócitos e as plaquetas.





Fig 3.Plasma na região superior e células sanguíneas na parte inferior.


QUAIS SÃO AS CÉLULAS DO SANGUE E PARA QUE SERVEM?
-Hemácias ou glóbulos vermelhos: são células sanguíneas que carregam hemoglobina e são responsáveis pelo transporte do oxigênio dos pulmões para os tecidos e da retirada do dióxido de carbono para ser eliminado pelos pulmões.
Hemácias com formato bicôncavo

-Leucócitos (glóbulos brancos) : são responsáveis pela defesa do nosso organismo contra agentes infecciosos(vírus, bactérias) e substâncias estranhas. Para defender o corpo adequadamente, uma quantidade suficiente de leucócitos deve estimular as respostas apropriadas, ir aonde são necessários e, em seguida, matar e digerir os organismos e as substâncias prejudiciais. Como todas as células sangüíneas, os leucócitos são produzidos na medula óssea. Eles originam-se de células precursoras (células-tronco) que se diferenciam e amadurecem em um dos cinco tipos principais de leucócitos: neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos.

A contagem leucocitária total normalmente varia de 4.000 a 10.000 células por microlitro. A leucopenia, diminuição da quantidade de leucócitos ou glóbulos brancos é constitucional; pode ser por uso de determinados medicamentos, administração de quimioterápicos, como resultado de infecções, deficiência de produção ou destruição por anticorpos. Em algumas situações torna a pessoa mais suscetível à infecções. A leucocitose, um aumento da quantidade de leucócitos, pode ser uma resposta a infecções, proveniente do uso de fatores de crescimento, ser resultante de um câncer, de um traumatismo, do estresse ou do uso determinados medicamentos.
Os 5 tipos de leucócitos ou glóbulos brancos são:













-Plaquetas: são fragmentos de grandes células (megacariócitos) que compõem o sistema de coagulação do sangue responsável pela formação do tampão plaquetário agindo na prevenção de hemorragias (hemostasia). Chama-se de plaquetopenia a baixa contagem de plaquetas no sangue. O número reduzido de plaquetas pode ser decorrente da falta de produção destas pela medula por doença ou por uso de determinados medicamentos, como aspirina e anti- inflamatórios ou por destruição periférica. Assim o paciente pode apresentar sangramentos, hemorragias, hematomas e petéquias (pequenas manchas vermelho-arroxeadas, produzidas por vazamentos do sangue das veias para os tecidos). Para corrigir a baixa contagem, o paciente é submetido a transfusões de plaquetas.




Fig 4.Plaquetas ativadas na formação do coágulo com auxílio das proteínas de coagulação, evitando a perda excessiva de sangue

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Elemento Vida...........

Doação de sangue e plaquetas é decisiva para a recuperação do paciente oncologico!
Doação de Plaquetas
Na complexa rotina de tratamento do câncer, um elemento tem papel fundamental. Ele não pode ser produzido em laboratório, comprado ou substituído.
Sua disponibilidade depende exclusivamente da solidariedade alheia. Essencial à vida, o sangue é necessário para o restabelecimento do paciente oncológico e pode determinar a melhora de seu quadro clínico, influenciando até a sensação de dor.
O suporte hematológico, feito por meio da transfusão de sangue e plaquetas, é imprescindível para o tratamento do câncer. “Por estar com a saúde debilitada, o paciente oncológico perde a capacidade de repor o próprio sangue e passa a depender da doação de terceiros. Por isso, é tão importante doar sangue regularmente”, explica a hemoterapeuta Iara Motta, chefe do Serviço de Hemoterapia do Instituto Nacional de Câncer (INCA).


A médica informa que a doação de plaquetas é especialmente importante para o paciente oncológico.
As plaquetas são componentes do sangue que atuam na coagulação. “Muitas pessoas em tratamento
do câncer apresentam deficiência de plaquetas, em razão da realização de transplante de medula óssea, pela ação da quimioterapia ou devido à intervenção cirúrgica”, ressalta.

Para dar conta dessa necessidade, existe um método específico para a doação de plaquetas, chamado plaquetaférese. O termo aférese significa separação e ilustra a forma como a doação de plaquetas
é efetuada.
 “O procedimento tem início da mesma maneira que a doação convencional. A diferença é que o sangue coletado é encaminhado a um equipamento, que retém as plaquetas e depois retorna à veia do doador, com todos os outros componentes”, descreve a hemoterapeuta.
A chefe do Serviço de Hemoterapia do INCA ressalta que a regularidade das doações é fundamental para garantir a disponibilidade de sangue e hemoderivados. “A validade desses materiais biológicos é muito curta.
Além disso,para um adulto,são necessárias várias doações de sangue para efetuar uma única transfusão de plaquetas",informa Iara.
Somente nos dois primeiros meses deste ano,o INCA registrou 2.300 internações.A cada mes,são realizados,em média,1.100 cirurgias e 16.400 atendimentos ambulatorias.Para grande parte desses pacientes,as transfusões de sangue são essenciais.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em cada país o indice de doadores deve corresponder a 3% a 5% da população.Somente 1,8% dos brasileiros doam sangue.
Qualidade e segurança

Para garantir a qualidade e segurança do sangue doado,os postos de coleta aplicam uma série de medidas preventivas."Essa triagem é importante para não sobrecarregar a etapa posterior,em que são realizados testes para detectar a presença de agentes infecciosos
causadores de doenças como a Aids,os vários tipos de hepatite,malária ou dença de Chagas",afirma a hemoterapeuta Cristina Pessoa,chefe do serviço de hemoterapia do Instituto Fernades Figueira,da Fundação Oswaldo Cruz ( IFF/Fiocruz),e diretora técnica do
banco de sangue Hemolad.
Cristina ressalta que a doação deve ser altruista ,voluntaria."Não podemos oferecer absolutamente nada ao doador - dinheiro,brindes ou mesmo uma vaga hospitalar para um parente - ou comprometeremos a triagem dos candidatos, que podem negar  algum aspecto
de risco a entrevista",explica.
Como a doação de sangue requer uma estrutura elaborada,postos de coleta e hospitais trabalham em rede para atender a demanda de todas as unidades de saúde.