Por que doar sangue

Todos os procedimentos médicos que demandam transfusão de sangue precisam dispor de um fornecimento regular e seguro deste elemento. Daí a importância de se manter sempre abastecidos os bancos de sangue por meio das doações, que não engrossam nem afinam o sangue do doador. É fácil e seguro, e não se pode mentir nem omitir informações, pois quem recebe o sangue pode ser contaminado.



sábado, 26 de março de 2011

Trote Solidário propõe doação de sangue.





Como ocorre todos os semestres, mais uma vez os calouros da UFSC são chamados a participar do Trote Solidário, fazendo doação voluntária de sangue ao Hospital Universitário. Com isso, além de evitar brincadeiras que podem ser violentas ou constrangedoras, os estudantes ajudam a resolver o problema da baixa frequência do estoque de sangue no HU, hospital que atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e recebe pacientes de todo o Estado.

O material vem sendo coletado no Banco de Sangue do HU, que fica no Edifício Voluntária Dona Cora (atrás do Banco do Brasil), de segunda a sexta-feira. Para atender aos alunos, até o dia 18 de março, a coleta será das 8h às 16h. Após esta data, o horário será das 8h às 12h. A intenção é não limitar a campanha à semana da chegada dos calouros, dando um caráter de continuidade à proposta, para alertar a comunidade acadêmica e os novos universitários sobre a importância de doarem sangue de forma consciente e responsável. A iniciativa é da Associação dos Amigos do Hospital Universitário (AAHU), Pastoral Universitária e acadêmicos dos cursos de graduação, com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE).

De acordo com o professor Alcides Milton da Silva, do Departamento de Saúde Pública da UFSC, a tendência é que a PRAE institucionalize o processo, convencendo mais alunos a se tornarem doadores permanentes. “Sangue não se fabrica, e por isso a doação é a única saída”, afirma Alcides, que é gestor de Assistência à Saúde do Estudante da UFSC, instância recém-criada na instituição.


Ele chama a campanha de “ação de solidariedade” e informa que o sangue coletado é fracionado em quatro partes (hemocomponentes), que são as hemácias, o plasma, os leucócitos e as plaquetas. “Portanto, um doador pode ajudar quatro pessoas diferentes”, ressalta. A partir de agora, o trabalho conta com o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que leva a campanha de doação para as salas de aula de toda a Universidade.

Para dar mais visibilidade à ação, a equipe da PRAE vem distribuindo folders e afixando cartazes em pontos estratégicos da UFSC, como os centros de ensino, o HU e o Restaurante Universitário (RU).

Requisitos para doar:
  • Ter entre 18 e 65 anos
  • Pesar mais de 50 quilos
  • Estar em boas condições de saúde física e mental
  • Não estar em jejum
  • Não ter ingerido alimento gorduroso nas últimas 24 horas
  • Não ter recebido sangue nos últimos 12 meses
  • Não estar grávida ou ter dado à luz há menos de seis meses
  • Não ter comportamento de risco para DSTs (doenças sexualmente transmissíveis)
  • Não ser usuário de drogas
  • Apresentar documento com foto
Mais informações com Alcides pelo fone:(48) 3721-9114 e (48) 3721-9859.

sábado, 5 de março de 2011

Caridade

"Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente.
É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos,
amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre,
entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes,
porque, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela,
a benefício do mundo inteiro".
 
 

Deve-se doar com a alma livre, simples, apenas por amor, espontaneamente!

 
As doações devem atingir tão profundamente quem as recebe a ponto de causar-lhes espanto.
É a intenção, e não a doação, que faz o doador.
É possível doar muito sem criar obrigações.
 
 
A maneira de dar vale muito mais do que o donativo.
A caridade é o único tesouro que se aumenta ao dividi-lo.
Tudo o que dás, receberás de volta, o que não dás, ficará para os outros.
Não mereço ser criticado se vos dou pouco, pois dou-vos tudo o que posso dar.
 
 

sábado, 29 de janeiro de 2011

Como se cadastrar como doador voluntário de medula óssea

Brasil reduz tempo de espera para transplante de médula óssea.
O Jornal Nacional desta sexta-feira (28) termina com uma ótima notícia. O Brasil já é o terceiro país em doadores de medula óssea. E essa posição foi conquistada graças à solidariedade, como mostra o repórter Alan Severiano.

Edição do dia 28/01/2011

28/01/2011 17h31 - Atualizado em 28/01/2011 18h08
Saiba onde se cadastrar como doador voluntário de medula óssea
O Inca criou o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome) para reunir as informações de pessoas que se dispõem a doar medula para o transplante.

É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 14h30, e aos sábados, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 2506-6064.

Os dados cadastrais do doador devem sempre estar atualizados, para facilitar e agilizar sua chamada no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta que o doador ligue para (21) 3207-5238 ou envie um e-mail para redome@inca.gov.br.

Confira a lista dos hemocentros estaduais.

Para maiores informações clique no link abaixo.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/

Assista o vídeo:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/01/brasil-reduz-tempo-de-espera-para-transplante-de-medula-ossea.html

sábado, 22 de janeiro de 2011

Doação de Medula

O que é transplante de medula óssea?

É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças benignas ou malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.

O transplante pode ser autólogo, quando as células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). Ele é dito alogênico, quando a medula ou as células provêm de um outro indivíduo (doador). O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.
Quando é necessário o transplante?

Em doenças do sangue como a Anemia Aplásica Severa e em alguns tipos de leucemias, dependendo do subtipo, idade, e resposta a quimioterapia inicial. No Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também pode estar indicado.
Como é o transplante para o doador?

Antes da doação, o doador faz um exame clínico para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação de medula óssea classicamente é feita por meio de um procedimento, de aproximadamente 90 minutos, em que são realizadas múltiplas punções com agulhas, nos ossos posteriores da bacia sendo retirado o produto através de aspiração. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 10% do seu peso, de 10 a 15 ml/kg de peso do receptor. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde do doador.

A retirada das células progenitoras pode ser realizada também através de leucaférese, conforme explicado no parágrafo acima.
Como é o transplante para o paciente?

Depois de se submeter a um tratamento que reduz drasticamente a produção normal de sangue, o paciente recebe as células progenitoras transfundidas para a corrente sangüínea.

As células progenitoras, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea e voltam a se proliferar.

Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e ou hemorragias. Por esta razão, deve ser mantido preferencialmente internado e em regime de isolamento. Cuidados com a dieta e higiene são necessários. Apesar dos cuidados as infecções são quase sempre presentes no paciente transplantado. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, em regime ambulatorial, sendo necessário, por vezes, o comparecimento diário ao hospital.
Quais os riscos para o paciente?

A boa evolução durante o transplante depende de vários fatores: o estádio da doença diagnóstico precoce, o estado geral do paciente, boas condições nutricionais e clínicas.

Os principais riscos logo após o transplante estão relacionados às infecções e às drogas quimioterápicas utilizados no condicionamento pré-transplante. Nos transplantes alogênicos, com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova "memória" e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer órgãos e tecidos do indivíduo como estranhos. Esta complicação, chamada de doença do enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada na maioria dos casos com medicamentos adequados.
Quais os riscos para o doador?

No transplante convencional, em que é feita a aspiração da medula óssea, é um procedimento cirúrgico que necessita de anestesia geral, sendo retirada do doador a quantidade de células progenitoras da medula óssea em um volume necessário ao paciente: 10 a 15 ml/kg. Esse procedimento tem duração de aproximadamente 90 minutos e consiste de punções na região pélvica posterior para aspiração da medula. Dentro de duas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada avalia as condições clínicas e cardiovasculares do doador visando orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório.

Na coleta de célula progenitora do sangue periférico, os riscos estão associados à utilização de fator de crescimento (G-CSF) e ao procedimento aferético. Em relação ao uso de G-CSF, pode haver dor óssea, febre baixa e em casos raros aumento do fígado e baço. Em relação ao procedimento aferético, deve haver controle rigoroso clínico e metabólico durante o procedimento, seguido durante todo o tempo pelo médico.
O que é compatibilidade?

Para que se realize um transplante de medula alogênico é necessário que haja compatibilidade entre doador e receptor. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossomo 6. Esta análise é realizada em testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade.

A probabilidade de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25%. A probabilidade entre o paciente e o pai ou a mãe é inferior a 5%.

Devido a grande miscigenação de raça no Brasil, a probabilidade do encontro de um doador em bancos de medula estima-se que seja 1/300.000 em doadores brasileiros, e esse número é muito inferior nos bancos de medula óssea internacionais.

Essa figura mostra o cromossoma 6, suas regiões onde se faz a verificação de compatibilidade.
O que fazer quando não há um doador compatível?

Quando não há um doador aparentado (um irmão ou geralmente um dos pais), a solução é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos (brancos, negros, amarelos etc) semelhantes. Embora no Brasil a mistura de raças dificulte a localização de doadores ou registros internacionais, é possível encontrá-los em outros países. Desta forma surgiram os primeiros Bancos de Doadores de Medula, em que voluntários de todo o mundo colhem sangue, fazem o teste de compatibilidade e são cadastrados no banco de medula.

Quando encontrados os doadores são consultados e se estiverem aptos e de acordo, colhem as células progenitoras, essas células são remetidas ao centro cadastrado que fará o transplante do paciente. Hoje, já existem mais de 5 milhões de doadores no mundo.

No Brasil, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) coordena a pesquisa de doadores nos bancos brasileiros e estrangeiros. O centro que trata o paciente o inscreve Registro de Receptores de Medula Óssea(REREME), e a partir daí a busca se dá periodicamente até o encontro de doador compatível.
Passos para a doação de medula óssea
Revisado pelo Comitê Científico ABRALE, coordenado pelo dr. Cámino Antônio de Souza. Março de 2006

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Doação de Medula

Passo a passo para se tornar um doador:

• Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.

• Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.

• Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.

• Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.

• Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!

• Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.

• Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.

• A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.

Importante
Um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança, a pessoa deve entrar em contato com o REDOME: (21) 3207-5238 / redome@inca.gov.br.

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.