Por que doar sangue

Todos os procedimentos médicos que demandam transfusão de sangue precisam dispor de um fornecimento regular e seguro deste elemento. Daí a importância de se manter sempre abastecidos os bancos de sangue por meio das doações, que não engrossam nem afinam o sangue do doador. É fácil e seguro, e não se pode mentir nem omitir informações, pois quem recebe o sangue pode ser contaminado.



sábado, 29 de janeiro de 2011

Como se cadastrar como doador voluntário de medula óssea

Brasil reduz tempo de espera para transplante de médula óssea.
O Jornal Nacional desta sexta-feira (28) termina com uma ótima notícia. O Brasil já é o terceiro país em doadores de medula óssea. E essa posição foi conquistada graças à solidariedade, como mostra o repórter Alan Severiano.

Edição do dia 28/01/2011

28/01/2011 17h31 - Atualizado em 28/01/2011 18h08
Saiba onde se cadastrar como doador voluntário de medula óssea
O Inca criou o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome) para reunir as informações de pessoas que se dispõem a doar medula para o transplante.

É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 14h30, e aos sábados, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 2506-6064.

Os dados cadastrais do doador devem sempre estar atualizados, para facilitar e agilizar sua chamada no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta que o doador ligue para (21) 3207-5238 ou envie um e-mail para redome@inca.gov.br.

Confira a lista dos hemocentros estaduais.

Para maiores informações clique no link abaixo.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/

Assista o vídeo:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/01/brasil-reduz-tempo-de-espera-para-transplante-de-medula-ossea.html

sábado, 22 de janeiro de 2011

Doação de Medula

O que é transplante de medula óssea?

É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças benignas ou malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.

O transplante pode ser autólogo, quando as células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). Ele é dito alogênico, quando a medula ou as células provêm de um outro indivíduo (doador). O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.
Quando é necessário o transplante?

Em doenças do sangue como a Anemia Aplásica Severa e em alguns tipos de leucemias, dependendo do subtipo, idade, e resposta a quimioterapia inicial. No Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também pode estar indicado.
Como é o transplante para o doador?

Antes da doação, o doador faz um exame clínico para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação de medula óssea classicamente é feita por meio de um procedimento, de aproximadamente 90 minutos, em que são realizadas múltiplas punções com agulhas, nos ossos posteriores da bacia sendo retirado o produto através de aspiração. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 10% do seu peso, de 10 a 15 ml/kg de peso do receptor. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde do doador.

A retirada das células progenitoras pode ser realizada também através de leucaférese, conforme explicado no parágrafo acima.
Como é o transplante para o paciente?

Depois de se submeter a um tratamento que reduz drasticamente a produção normal de sangue, o paciente recebe as células progenitoras transfundidas para a corrente sangüínea.

As células progenitoras, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea e voltam a se proliferar.

Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e ou hemorragias. Por esta razão, deve ser mantido preferencialmente internado e em regime de isolamento. Cuidados com a dieta e higiene são necessários. Apesar dos cuidados as infecções são quase sempre presentes no paciente transplantado. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, em regime ambulatorial, sendo necessário, por vezes, o comparecimento diário ao hospital.
Quais os riscos para o paciente?

A boa evolução durante o transplante depende de vários fatores: o estádio da doença diagnóstico precoce, o estado geral do paciente, boas condições nutricionais e clínicas.

Os principais riscos logo após o transplante estão relacionados às infecções e às drogas quimioterápicas utilizados no condicionamento pré-transplante. Nos transplantes alogênicos, com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova "memória" e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer órgãos e tecidos do indivíduo como estranhos. Esta complicação, chamada de doença do enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada na maioria dos casos com medicamentos adequados.
Quais os riscos para o doador?

No transplante convencional, em que é feita a aspiração da medula óssea, é um procedimento cirúrgico que necessita de anestesia geral, sendo retirada do doador a quantidade de células progenitoras da medula óssea em um volume necessário ao paciente: 10 a 15 ml/kg. Esse procedimento tem duração de aproximadamente 90 minutos e consiste de punções na região pélvica posterior para aspiração da medula. Dentro de duas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada avalia as condições clínicas e cardiovasculares do doador visando orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório.

Na coleta de célula progenitora do sangue periférico, os riscos estão associados à utilização de fator de crescimento (G-CSF) e ao procedimento aferético. Em relação ao uso de G-CSF, pode haver dor óssea, febre baixa e em casos raros aumento do fígado e baço. Em relação ao procedimento aferético, deve haver controle rigoroso clínico e metabólico durante o procedimento, seguido durante todo o tempo pelo médico.
O que é compatibilidade?

Para que se realize um transplante de medula alogênico é necessário que haja compatibilidade entre doador e receptor. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossomo 6. Esta análise é realizada em testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade.

A probabilidade de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25%. A probabilidade entre o paciente e o pai ou a mãe é inferior a 5%.

Devido a grande miscigenação de raça no Brasil, a probabilidade do encontro de um doador em bancos de medula estima-se que seja 1/300.000 em doadores brasileiros, e esse número é muito inferior nos bancos de medula óssea internacionais.

Essa figura mostra o cromossoma 6, suas regiões onde se faz a verificação de compatibilidade.
O que fazer quando não há um doador compatível?

Quando não há um doador aparentado (um irmão ou geralmente um dos pais), a solução é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos (brancos, negros, amarelos etc) semelhantes. Embora no Brasil a mistura de raças dificulte a localização de doadores ou registros internacionais, é possível encontrá-los em outros países. Desta forma surgiram os primeiros Bancos de Doadores de Medula, em que voluntários de todo o mundo colhem sangue, fazem o teste de compatibilidade e são cadastrados no banco de medula.

Quando encontrados os doadores são consultados e se estiverem aptos e de acordo, colhem as células progenitoras, essas células são remetidas ao centro cadastrado que fará o transplante do paciente. Hoje, já existem mais de 5 milhões de doadores no mundo.

No Brasil, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) coordena a pesquisa de doadores nos bancos brasileiros e estrangeiros. O centro que trata o paciente o inscreve Registro de Receptores de Medula Óssea(REREME), e a partir daí a busca se dá periodicamente até o encontro de doador compatível.
Passos para a doação de medula óssea
Revisado pelo Comitê Científico ABRALE, coordenado pelo dr. Cámino Antônio de Souza. Março de 2006

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Doação de Medula

Passo a passo para se tornar um doador:

• Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.

• Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.

• Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.

• Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.

• Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!

• Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.

• Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.

• A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.

Importante
Um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança, a pessoa deve entrar em contato com o REDOME: (21) 3207-5238 / redome@inca.gov.br.

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.

sábado, 27 de novembro de 2010

A Flor da Doação

A flor que faz mais perfumada a existência pode ser encontrada no gesto
simples da doação.Quando realizamos algo que dispara o coração,arrepia a pele,
faz vibrar todos os sentidos,estamos diante da resposta do que é a vida.Doar,amparar,auxiliar,ofertar o ombro,dar a mão,gestos tão simples,mas de uma
grandeza inigualável,e que representam a essência do viver em harmonia e em sintonia
com Deus.No ato de ajudar se encerra toda razão da vida.Quantos imploram,lançam olhares de socorro,gritam emudecidos suas dores,no entanto,passamos indiferentes trilhando a estrada do nosso mundinho egoísta e solitário.E só quando praticamos nossa primeira e enriquecedora doação,ficamos embevecidos e questionando porque não agimos antes,porque não provamos da delícia de ser ombro,porque não nos foi ofertado ontem a
consciência divina de ajudar quem cruza nosso dia.
Existem muitas maneiras de doar e você pode escolher a sua!
A doação seja ela qual for é um atributo de amor !
Felizes os que,no delicioso banquete da vida,ofertam seu prato e o doce predileto a
quem tem fome e se sacia no seu amor.

Prédio do Inca na Praça Cruz Vermelha - Rio de Janeiro


Recepção no segundo andar onde é feita a triagem.

Recepção


Sala de doação de sangue.


Lenir, receptora de sangue e plaquetas.


Doadora de plaquetas.


 
Cantina.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

A doação de sangue consiste em um ato voluntário de permitir a retirada  do seu próprio sangue para beneficiar as pessoas que necessitam receber  sangue por qualquer motivo. Infelizmente ainda não foi encontrado nenhum  substituto para o sangue, ou seja, é um tecido de extrema importância e  valor, pois a sua ausência resulta em morte.  O indivíduo que deseja doar seu sangue em prol de outras pessoas precisa  se encaixar em alguns requisitos como:  - Ter boa saúde,  - Ter acima de 18 anos,  - Pesar acima de 50 kg,  - Não estar grávida,  - Não estar em jejum,  - Não estar doente e/ou com febre,  - Não utilizar medicamentos,  - Não ter hepatite B ou C, Aids, Doença de Chagas, Malária  - Não utilizar drogas injetáveis e outros.  Para doar sangue o indivíduo preenche um cadastro com seus dados  pessoais para que seja cadastrado como doador e ainda para que seja  produzida sua carteira de doador. Após o cadastro o mesmo é levado até  um profissional que irá verificar seu peso, batimentos cardíacos e  pressão arterial. Depois é submetido a exames e à triagem clínica, onde  responde perguntas importantes sobre sua condição física.  Depois de realizados todos os procedimentos necessários, o indivíduo que  estiver apto a doar sangue é encaminhado à sala de coleta, onde são  retirados 450 ml de sangue do seu braço. Após a doação um lanche é  servido ao doador que precisará tomar muito líquido no decorrer do dia.

A bolsa que recebe o sangue retirado é encaminhada ao fracionamento,  onde será separada em até quatro componentes (hemácias, plasmas,  plaquetas e fatores de coagulação) que em seguida são levados ao local  onde serão armazenados até que sua utilização seja necessária.  O indivíduo ao doar sangue não apresenta nenhuma manifestação corpórea.  Os cuidados após a coleta são: evitar dobrar o braço pelo qual o sangue  foi retirado, evitar esforço físico no dia da coleta, manter o curativo  por até quatro horas, não fumar nas primeiras duas horas e não ingerir  bebidas alcoólicas nas próximas doze horas.

Exames realizados no sangue doado.

Amostras de sangue do doador são coletadas no início da coleta de plaquetas para a realização dos mesmos testes laboratoriais da doação de sangue convencional:

Triagem sorológica

  • Testes para Hepatites B (anti-HBc e HBsAg);
  • Hepatite C (anti-HCV e NAT HCV);
  • Doença de Chagas (ELISA e Hemaglutinação);
  • Sífilis (ELISA);
  • AIDS (anti-HIV 1/2 e NAT HIV) e HTLV I/II (ELISA).

Imunohematologia

  • Determinação do tipo sangüíneo ABO e RhD
  • Pesquisa de anticorpos irregulares.
Os componentes só são liberados para uso transfusional após a execução e a verificação dos resultados desses testes.

Importante:

Os testes descritos são realizados a cada doação, e você receberá os resultados no endereço deixado para correspondência. Caso haja alguma alteração no resultado, você será comunicado(a) e talvez seja necessário repetir os exames. Lembre-se de que esses testes têm o objetivo de triagem e não de diagnóstico, podendo ocorrer resultados falso-positivos. Assim, o eventual resultado positivo para um ou mais testes não deverá ser interpretado como diagnóstico definitivo. Portanto, não há necessidade de preocupação se você for convocado(a) para uma consulta médica ou para repetição de exame.
Assim, um resultado REAGENTE num ou mais desses testes pode NÃO ser definitivo, devendo ser analisado em conjunto com a história clínica e outros dados laboratoriais.
Por carta registrada, o doador com algum resultado alterado nos exames laboratoriais é convocado para ser esclarecido e para coletar nova amostra.
O esclarecimento é feito por um dos médicos do banco de sangue, apenas pessoalmente e de maneira individual. Em algumas situações, o doador recebe uma carta explicativa sobre o resultado alterado, e, caso deseje, poderá agendar consulta médica para esclarecimentos adicionais.
Quando o doador apresenta alteração sorológica que necessita investigação para esclarecimento diagnóstico, é informado pelo médico do banco de sangue numa segunda consulta e orientado a procurar um especialista de sua preferência.
Os critérios utilizados na triagem tanto clínica quanto sorológica dos doadores de sangue visam a obter sangue o mais seguro possível (que a medicina atual permite) para uso transfusional.